terça-feira, 13 de abril de 2010

Infância na alfabetização

Infância na alfabetização


Recordar o passado não é algo simples, vem a tona sentimentos de alegria, felicidades, desejos e angustias, que ficaram guardados bem lá no fundo de minha memória, como se fosse um diário.
Ao trazer de volta essas lembranças agora, depois de tanto tempo, penso na minha infância de escola, lembro-me do quanto foi boa. Recordo-me da minha alfabetização que aconteceu dentro dos parâmetros tradicionais. Esse modelo tradicional se baseia em práticas como: o uso da cartilha, um pequeno A B C em que tinha que decorar as letras e a ordem alfabética. Muitas vezes, ficava ansiosa para chegar logo a hora da lição e quando não conseguia fazer a leitura logo, a tristeza e a angústia, de não ter conseguido, refletia nos meus olhos.
A professora nos mandava fazer várias cópias e assim, copiando textos, famílias silábicas, fui alfabetizada, não demorei muito para aprender a ler e a escrever, mas quando comecei a juntar e ler as primeiras palavras fiquei feliz, pois recebia muitos elogios em casa, na escola, dos vizinhos que diziam que eu era muito inteligente, e assim, fui desenvolvendo a leitura e a escrita.
Com o passar dos dias, comecei a ler tudo o que via pela frente, era muito divertido, e as revistinha de gibis de minhas tias não deixava nenhuma passar, lia todas atenta e curiosa, fazendo as minhas interpretações, a partir do que lia. Também, criava historinhas que surgiam de repente, sempre tive diários em que escrevia, mesmo tento erros ortográficos.
Agora, depois de ter mergulhado profundamente no baú de minha memória, relembrando de como foi a minha trajetória da alfabetização posso compreender o por quê, e entender que, através dessas experiências vividas no passado, posso hoje, tirar alguma lição. E foi dessas lições que pude aprender e amadurecer.
Enfim, assim é a vida, um eterno processo, aberto a mudanças e inovações.

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